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sábado, 16 de julho de 2011



«Vede bem, bom e doce Irmão, se sereis
capaz de sofrer todas estas durezas.»

da Regra Primitiva dos Cavaleiros Templários

sábado, 25 de junho de 2011

«Tudo é útil na Vida Iniciática: a teoria e a prática, a leitura e a experiência, a discussão e o recolhimento, porém, quando há desequilíbrio, teoria explicativa demais e pouca prática, leitura demais e pouca experiência, discussões demais e pouco recolhimento, o esforço torna-se vão.»

Raymond Bernard
«A prática do silêncio é uma obrigação constante para o místico. O silêncio! Ele deve ser a lei do homem em quaisquer circunstâncias, e, naturalmente, em primeiro lugar, a Lei do Iniciado.»

Raymond Bernard
«Não aprendemos nada, pois tudo está em nós mesmos; mas o véu só se pode romper pela acção estranha e insubstituível do mundo exterior sobre nós, tal como este nos aparece, por mais irreal que o seja.»

Raymond Bernard

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Raymond Bernard

Raymond Bernard
(19/05/1923-10/01/2006)


«(...)Os ideais não são relativos a um determinado tempo. São permanentes, eternos, embora compreendidos de forma diferente, captados de forma diferente. Mas, na realidade, são sempre os mesmos ideais, os mesmos grandes princípios. E a partir do momento em que estes grandes princípios sejam aplicados, a Terra tornar-se-á um lugar paradisíaco, um paraíso. (...)»

 

 

 

«(...) A Cavalaria deve ser, em primeiro lugar, uma testemunha. Os grandes valores, a realidade, as grandes qualidades da cavalaria estão lá e presentes, mas por outro lado, não chega estarem presentes. É preciso agir, não apenas como exemplo, mas intervir quando é preciso. E isto é extremamente importante.

A Cavalaria, os seus objectivos, não mudam nunca. Revestem-se de novos termos, mas mantêm-se os mesmos. E a grande via, a grande, grande via da Cavalaria, a que contém todas as outras possibilidades, todas as outras regras, foi exprimida uma única vez através de termos muito claros: "Amai-vos uns aos outros". Porque, todas as dificuldades com que nos deparamos são devidas ao facto das pessoas não se amarem umas às outras.(..)»




«Prefiro considerar a tomada de consciência pela cavalaria terrestre do seu estado de cavalaria celeste, mas o vosso ponto de partida exprime a mesma conjuntura de uma outra forma... Em todo o caso, esta união ou tomada de consciência, como preferirdes, é a aquisição do Graal, a participação na Ordem de Melquisedec. Neste nível, tudo fica consumado, e os múltiplos caminhos do conhecimento, mesmo os mais aparentemente opostos, reúnem-se. Todos conduzem a Melquisedec e ao mesmo Graal. Em última análise, o homem traz consigo todos os caminhos e aquele que ele escolhe é-lhe deixado à sua escolha e pode tomar o mais curto ou o mais longo, o mais sinuoso ou o mais directo. De qualquer forma, ele chegará ao fim, ou seja, ao fim de si mesmo, da sua tomada de consciência total, ao Graal. Ele  é da Ordem de Melquisedec, mas deve sê-lo conscientemente. As suas viagens na vida não têm outro objectivo senão o de conduzi-lo a esse estádio final. (...)»

 

terça-feira, 5 de abril de 2011



«(...) A Cavalaria deve ser, em primeiro lugar, uma testemunha. Os grandes valores, a realidade, as grandes qualidades da cavalaria estão lá e presentes, mas por outro lado, não chega estarem presentes. É preciso agir, não apenas como exemplo, mas intervir quando é preciso. E isto é extremamente importante.

A Cavalaria, os seus objectivos, não mudam nunca. Revestem-se de novos termos, mas mantêm-se os mesmos. E a grande via, a grande, grande via da Cavalaria, a que contém todas as outras possibilidades, todas as outras regras, foi exprimida uma única vez através de termos muito claros: "Amai-vos uns aos outros". Porque, todas as dificuldades com que nos deparamos são devidas ao facto das pessoas não se amarem umas às outras.

(...)

Os ideais não são relativos a um determinado tempo. São permanentes, eternos, embora compreendidos de forma diferente, captados de forma diferente. Mas, na realidade, são sempre os mesmos ideais, os mesmos grandes princípios. E a partir do momento em que estes grandes princípios sejam aplicados, a Terra tornar-se-á um lugar paradisíaco, um paraíso. (...)»


Raymond Bernard

sexta-feira, 18 de março de 2011

Maldição de Jacques de Molay (na série "Les Rois Maudits")

O Suplício físico de Jacques de Molay - Fernando Pessoa



O suplício físico de Jacques de Molay, impotente para produzir nenhum resultado mais que baixamente material, desencadeou sobre a Igreja as forças mágicas que essa acção material era incompetente para dominar, servindo só para as desencadear. E o pior foi que o processo de imolação fosse pelo Fogo, isto é, pelo Elemento da Ordem. Assim, para falar um pouco obscuramente, o que era Adepto Exempto, em vez de passar a Mestre do Templo, foi erguido a Mago, e, apto a pronunciar a Palavra da Era, pronunciou-a como Irmão Negro, e contra a Igreja. Toda a civilização moderna, desde a Reforma aos nossos tempos, no que é oposição à Igreja e conspurcação dela e dos seus princípios, é a vingança encarnada de Jacques do Molay. A fogueira em que foi queimado o Grão-Mestre dos Templários foi o lume que ateou o incêndio em que hoje todos ardemos.

Num ponto, porém, a vingança de Molay, operando per vias inferiores, caiu no mesmo erro em que haviam caído os seus algozes. Foi quando D. Sebastião, AE [Adepto Exempto], foi feito cair em Alcácer Quibir. Caiu pela espada, isto é, pela Terra, e o erro foi o mesmo que o de fazer Molay cair pelo Fogo, porque de igual natureza. No mesmo modo o Adepto Exempto ascendeu a Mago, queimando o grau intermédio, e pronunciou, no tempo dado, a Palavra de Era seguinte.


Fernando Pessoa 

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011



Raymond Bernard
19 de Maio de 1923 - 10 Janeiro de 2006

«Prefiro considerar a tomada de consciência pela cavalaria terrestre do seu estado de cavalaria celeste, mas o vosso ponto de partida exprime a mesma conjuntura de uma outra forma... Em todo o caso, esta união ou tomada de consciência, como preferirdes, é a aquisição do Graal, a participação na Ordem de Melquisedec. Neste nível, tudo fica consumado, e os múltiplos caminhos do conhecimento, mesmo os mais aparentemente opostos, reúnem-se. Todos conduzem a Melquisedec e ao mesmo Graal. Em última análise, o homem traz consigo todos os caminhos e aquele que ele escolhe é-lhe deixado à sua escolha e pode tomar o mais curto ou o mais longo, o mais sinuoso ou o mais directo. De qualquer forma, ele chegará ao fim, ou seja, ao fim de si mesmo, da sua tomada de consciência total, ao Graal. Ele  é da Ordem de Melquisedec, mas deve sê-lo conscientemente. As suas viagens na vida não têm outro objectivo senão o de conduzi-lo a esse estádio final. (...)»

Encontro Secreto em Roma - Raymond Bernard

sexta-feira, 12 de novembro de 2010



Aquele que souber vencer os terrores da morte
tem direito a ser iniciado nos maiores Mistérios.

Grau de Iniciação de um Cavaleiro



"(...) em Portugal, os templários não foram destruídos; foi-lhes simplesmente pedido que mudassem de nome, tendo sido assim que se passaram a chamar Ordem de Cristo, consentindo em adoptar uma cruz branca para mostrarem que se tinham redimido dos seus erros. Esta Ordem de Cristo representa assim, sem qualquer corte, a transmissão regular da Ordem do Templo."

Papus

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

O Suplício fisico de Jacques de Molay



O suplício físico de Jacques de Molay, impotente para produzir nenhum resultado mais que baixamente material, desencadeou sobre a Igreja as forças mágicas que essa acção material era incompetente para dominar, servindo só para as desencadear. E o pior foi que o processo de imolação fosse pelo Fogo, isto é, pelo Elemento da Ordem. Assim, para falar um pouco obscuramente, o que era Adepto Exempto, em vez de passar a Mestre do Templo, foi erguido a Mago, e, apto a pronunciar a Palavra da Era, pronunciou-a como Irmão Negro, e contra a Igreja. Toda a civilização moderna, desde a Reforma aos nossos tempos, no que é oposição à Igreja e conspurcação dela e dos seus princípios, é a vingança encarnada de Jacques do Molay. A fogueira em que foi queimado o Grão-Mestre dos Templários foi o lume que ateou o incêndio em que hoje todos ardemos.

Num ponto, porém, a vingança de Molay, operando per vias inferiores, caiu no mesmo erro em que haviam caído os seus algozes. Foi quando D. Sebastião, AE [Adepto Exempto], foi feito cair em Alcácer Quibir. Caiu pela espada, isto é, pela Terra, e o erro foi o mesmo que o de fazer Molay cair pelo Fogo, porque de igual natureza. No mesmo modo o Adepto Exempto ascendeu a Mago, queimando o grau intermédio, e pronunciou, no tempo dado, a Palavra de Era seguinte.


Fernando Pessoa

terça-feira, 10 de agosto de 2010




Nas doutrinas secretas dos Templários estão os quatro segredos, que o haviam de ser depois da Maçonaria, assim como de todas as Ordens. O primeiro, contido nas cores branca e preta da bandeira dos Templários, e nos signos Virgem e Scorpio do zodíaco, é o chamado Segredo do Grau de Mestre (entendendo-se Mestre do Templo). O segundo, contido na cruz vermelha, é o da Encarnação de Cristo, e é a chave não só de toda a religião cristã, senão também da sua verdadeira origem histórica, por trás das alegorias evangélicas. O terceiro, contido na colocação da Cruz, à esquerda, sobre o ombro, é a chave da Ordem, e portanto de todas as Ordens. O quarto, contido nos três graus, com que a Ordem é formada, é a chave do Governo Secreto do Mundo; também é conhecido por o Segredo da Cavalaria. (Cavaleria)


        3.° porque o é da Manifestação.

[...]

J ben H, erg como C. cerca de 96 (ou 100?) anos depois. (A divisão em séculos — tempo a m. e a inc. de J ben H).

[...]

Para operar, os Templários da Escócia serviram-se da Associação ou Grémio Secreto de Pedreiros ou Construtores de Catedrais, que, tendo em si princípios ocultos que datam de tempos remotos, tinham todavia perdido a Palavra (isto é, o Sentido, Logos) do ritual que conservavam e das estruturas que erguiam. Nesse rito morto introduziram os Templários da Escócia a Palavra que traziam, erguendo-o; e, se o fizeram, é porque as analogias eram perfeitas.


A redacção alegórica perfeita foi por fim atingida no Evangelho de (ou segundo) S. João, que, com o Apocalipse de igual atribuição, e as Epístolas de Paulo forma o corpo doutrinário essencial do Cristianismo, como também da Maçonaria.

(Os Joanitas, e o derrame da tradição essencial quanto à origem do Chmo.)

Fernando Pessoa