«É a natureza que preside o nosso nascimento, que nos dá um pai, uma mãe, irmãos, irmãs, relações de parentesco, uma posição sobre a Terra, um estado na sociedade; tudo isto não depende de nós, e, para o vulgo, é obra do acaso. Para o filósofo pitagórico, porém, são as consequências de uma ordem anterior, severa, irresistível denominada fortuna ou necessidade.
Pitágoras punha a esta natureza condicional uma natureza livre que, agindo sobre as coisas forçadas como sobre uma matéria bruta, as modifica, tirando delas, livremente, resultados bons ou maus. Esta segunda natureza,, denominada potência ou vontade, regula a vida do homem e dirige sua conduta conforme os elementos que a primeira lhe fornece.
A necessidade e a potência, eis, segundo Pitágoras, os dois móveis opostos do mundo sublunar para onde o homem é relegado, e ambos tiram sua força de uma causa superior que os antigos chamavam Nêmesis, o decreto fundamental, e que nós chamamos Providência.»
Antoine Fabre d´Olivet
in "Versos Áureos"
sábado, 2 de julho de 2011
sexta-feira, 1 de julho de 2011
"A Unidade" - Papus
«O Universo concebido como um todo animado, é composto de três princípios: a Natureza, o Homem e Deus, ou, empregando a linguagem dos hermetistas: O Macrocosmo, o Microcosmo e o Arquétipo.
O homem é chamado de microcosmo, ou pequeno mundo, porque ele contém analogicamente em si as leis que regem o universo.
A natureza forma o ponto de apoio e o centro de manifestação geral dos outros princípios.
O homem influindo sobre a natureza pela acção, sobre os outros homens pela palavra e elevando-se até Deus pela prece e pelo êxtase, constitui o elo que une a criação ao Criador.
Deus, envolvendo na sua acção providencial as regiões onde se desenvolvem livremente os outros princípios, domina o universo, cujas partes reúne na unidade de direcção e acção.
Deus manifesta-se no universo pela acção da Providência que ilumina o caminho do homem, sem que, dinamicamente, possa opor-se ao efeito das duas outras forças primordiais.
O Homem manifesta-se no universo pela acção da vontade que lhe permite lutar contra o Destino e fazer deste o instrumento de suas concepções. Na aplicação de suas volições ao mundo exterior, o homem tem toda a liberdade de fazer apelo às luzes da Providência ou de desprezar-lhe a acção.
A natureza manifesta-se no universo pela acção do Destino, que perpetua de uma maneira imutável e em uma ordem estritamente determinada, os tipos fundamentais que constituem a sua base de acção.
Os factos são do domínio da natureza, as leis, do domínio do homem, e os princípios, do domínio de Deus.
Deus não criou nunca senão em princípio. A natureza desenvolve os princípios criados para constituir os factos, e o homem, estabelecendo, pelo emprego que faz sua vontade das faculdades que ele possui, as relações que unem os factos aos princípios, transforma e aperfeiçoa estes factos pela criação das leis.
Mas um facto, por muito simples que seja, é sempre a tradução pela natureza de um princípio emanado de Deus, e o homem pode sempre restabelecer o elo que prende o facto visível ao princípio invisível, e isto pela enunciação de uma lei.»
Papus
in "Tratado Elementar de Magia Prática"
O homem é chamado de microcosmo, ou pequeno mundo, porque ele contém analogicamente em si as leis que regem o universo.
A natureza forma o ponto de apoio e o centro de manifestação geral dos outros princípios.
O homem influindo sobre a natureza pela acção, sobre os outros homens pela palavra e elevando-se até Deus pela prece e pelo êxtase, constitui o elo que une a criação ao Criador.
Deus, envolvendo na sua acção providencial as regiões onde se desenvolvem livremente os outros princípios, domina o universo, cujas partes reúne na unidade de direcção e acção.
Deus manifesta-se no universo pela acção da Providência que ilumina o caminho do homem, sem que, dinamicamente, possa opor-se ao efeito das duas outras forças primordiais.
O Homem manifesta-se no universo pela acção da vontade que lhe permite lutar contra o Destino e fazer deste o instrumento de suas concepções. Na aplicação de suas volições ao mundo exterior, o homem tem toda a liberdade de fazer apelo às luzes da Providência ou de desprezar-lhe a acção.
A natureza manifesta-se no universo pela acção do Destino, que perpetua de uma maneira imutável e em uma ordem estritamente determinada, os tipos fundamentais que constituem a sua base de acção.
Os factos são do domínio da natureza, as leis, do domínio do homem, e os princípios, do domínio de Deus.
Deus não criou nunca senão em princípio. A natureza desenvolve os princípios criados para constituir os factos, e o homem, estabelecendo, pelo emprego que faz sua vontade das faculdades que ele possui, as relações que unem os factos aos princípios, transforma e aperfeiçoa estes factos pela criação das leis.
Mas um facto, por muito simples que seja, é sempre a tradução pela natureza de um princípio emanado de Deus, e o homem pode sempre restabelecer o elo que prende o facto visível ao princípio invisível, e isto pela enunciação de uma lei.»
Papus
in "Tratado Elementar de Magia Prática"
«A Magia, considera como uma ciência de aplicação, limita quase unicamente a sua acção ao desenvolvimento das relações que existem entre o homem e a natureza.
O estudo das relações que existem entre o homem e o plano superior ou divino, em todas as suas modalidades, pertence muito mais à Teurgia que à Magia. [...]»
Papus
in "Tratado Elementar de Magia Prática"
O estudo das relações que existem entre o homem e o plano superior ou divino, em todas as suas modalidades, pertence muito mais à Teurgia que à Magia. [...]»
Papus
in "Tratado Elementar de Magia Prática"
«A doutrina da Metempsicose tem sido abundantemente ridicularizada pelos homens de ciência e rejeitada pelos teólogos; contudo, se ela tivesse sido convenientemente compreendida em sua aplicação à indestrutibilidade e à imortalidade do espírito, ter-se-ia percebido que ela é uma concepção sublime.»
H. P. Blavatsky
in "Ísis sem Véu"
H. P. Blavatsky
in "Ísis sem Véu"
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