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domingo, 19 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Gnose - René Guénon
"A Gnose, como dito pelo M:. I:. Ir:. Albert Pike, é a essência e o miolo da maçonaria". Por Gnose, devemos entender aqui o Conhecimento tradicional que constitui o fundo comum de todas as iniciações, cujas doutrinas e símbolos se tem transmitido, desde a mais remota Antiguidade até os nossos dias, através de todas as Fraternidades secretas cuja extensa cadeia jamais foi interrompida.
Toda doutrina esotérica pode unicamente transmitir-se por meio de uma iniciação e cada iniciação inclui necessariamente várias fases sucessivas, às quais correspondem outros tantos graus diferentes. Tais graus e fases podem ser reduzidos, em última instância, sempre a três; podemos considerar que marcam as três idades do iniciado, ou as três épocas de sua educação e caracterizá-las respectivamente com estas três palavras: nascer, crescer, e produzir. A este respeito, O Ir:.Oswald Wirth escreveu: "A iniciação maçónica tem como objectivo iluminar os homens, afim de ensinar-lhes a trabalhar utilmente, em plena conformidade com as finalidades mesmas de sua existência. Ora, para iluminar os homens, em primeiro lugar se faz necessário liberá-los de tudo o que pode impedi-los de ver à Luz. Isto se consegue submetendo-os a certas purificações, destinadas a eliminar as escórias heterogéneas, causas da opacidade das estruturas protectoras do núcleo espiritual humano. Quando as mesmas se tornam cristalinas, sua perfeita transparência deixa penetrar os raios da Luz exterior, até ao centro consciente do iniciado. Todo o seu ser, então, se satura progressivamente, até chegar a converter-se num Iluminado, no sentido mais elevado da palavra, vale dizer de um Adepto, transformado já num foco irradiante de Luz.
"Consequentemente, a iniciação maçónica contempla três fases distintas, consagradas sucessivamente ao descobrimento, à assimilação e à propagação da Luz. Estas fases estão representadas pelos graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre, que correspondem a tripla missão dos maçons, que consiste em buscar primeiro, para possuir depois e, finalmente, poder difundir a Luz.
"O número destes graus é fixo: não poderia haver nem mais nem menos que três. A invenção de diversos sistemas chamados de altos graus levou a confundir os graus iniciáticos, estritamente limitados a três.
"Os graus iniciáticos correspondem ao triplo programa perseguido pela iniciação maçónica. Esotericamente, levam à solução das três questões do enigma da Esfinge: De onde viemos? Quem somos? Para onde vamos?, e com isto respondem a tudo quanto pode interessar ao homem. São imutáveis em seus caracteres fundamentais e formam em sua trindade um todo acabado, ao qual nada se pode subtrair nem agregar: os graus de Aprendiz e de Companheiro são os dois pilares que sustentam o Mestrado.
"Os estados transitórios da iniciação, permitem ao iniciado penetrar com mais ou menos profundidade no esoterismo de cada grau; dai resulta um número indefinido de maneiras distintas de se apreender os graus de Aprendiz, de Companheiro e de Mestre. Pode-se apreendê-los em seu significado exterior, isto é, pode-se entender a a letra e não a compreensão; na Maçonaria, como em todas partes, há, sob este aspecto, muitos que foram chamados e poucos eleitos, já que somente aos verdadeiros iniciados lhes é dado a conhecer o espírito íntimo dos graus iniciáticos. Nem todos chegam, por outra parte, com igual êxito; pouquíssimos apenas logram superar a ignorância esotérica, sem marchar de maneira decidida até o Conhecimento integral, até a Gnose perfeita.
"Esta última, representada na Maçonaria pela letra G da Estrela Flamígera, se aplica simultaneamente ao programa de busca intelectual e do treinamento moral dos três graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre. Com a Aprendizagem, busca-se penetrar no mistério da origem das coisas; com o Companheirismo, descobre o segredo da natureza do homem, e revela, com a Maestria, os arcanos do destino futuro dos seres. Ensina, ademais, ao Aprendiz a potenciar ao máximo suas próprias forças; mostra ao Companheiro como captar as forças do meio ambiente e ensina ao Mestre a reger soberanamente sobre a natureza obediente ao centro de sua inteligência. Não há que olvidar, de fato, que a iniciação maçónica se remonta a Grande Arte, a Arte Sacerdotal e Real dos antigos iniciados".
Sem querer entrar na complexa questão das origens históricas da Maçonaria, recordaremos tão somente que a Maçonaria moderna, tal como a conhecemos actualmente, deriva de uma fusão parcial dos Rosacruzes, que haviam conservado a doutrina gnóstica desde a idade média, com as antigas corporações de Maçons Construtores, cujas ferramentas, por demais, foram empregados como símbolos pelos filósofos herméticos, tal como pode se ver, em particular, numa figura de Basilio Valentin.
Mas, deixando por um momento de lado o ponto de vista restrito do Gnosticismo, por nossa parte faremos repetir no feito de que a iniciação maçónica, como toda iniciação, tem como fim a conquista do Conhecimento integral, que é a Gnose no verdadeiro sentido da palavra. Podemos dizer que este Conhecimento mesmo o que, falando com propriedade, constitui realmente o segredo maçónico e por esta razão o dito segredo resulta ser essencialmente incomunicável.
Para concluir e afim de evitar qualquer mal entendido, agregaremos que, para nós, a Maçonaria não pode nem deve sujeitar-se a nenhuma opinião filosófica particular, que ela não é mais espiritualista que materialista, nem tampouco mais deísta que ateia ou panteísta, no sentido que habitualmente se atribuiu estas diversas denominações, posto que ela deve ser pura e simplesmente a Maçonaria. Cada um de seus membros, ao entrar no Templo, deve despojar-se de sua personalidade profana e fazer uma abstracção de quanto seja dos princípios fundamentais da Maçonaria, princípios cujo redor de todos deveriam unir-se para trabalhar em comum na Grande Obra da Construção universal...
René Guénon
Nota: Artigo publicado na Revista "Gnose", Março 1910.
Fonte: Hermanubis
Toda doutrina esotérica pode unicamente transmitir-se por meio de uma iniciação e cada iniciação inclui necessariamente várias fases sucessivas, às quais correspondem outros tantos graus diferentes. Tais graus e fases podem ser reduzidos, em última instância, sempre a três; podemos considerar que marcam as três idades do iniciado, ou as três épocas de sua educação e caracterizá-las respectivamente com estas três palavras: nascer, crescer, e produzir. A este respeito, O Ir:.Oswald Wirth escreveu: "A iniciação maçónica tem como objectivo iluminar os homens, afim de ensinar-lhes a trabalhar utilmente, em plena conformidade com as finalidades mesmas de sua existência. Ora, para iluminar os homens, em primeiro lugar se faz necessário liberá-los de tudo o que pode impedi-los de ver à Luz. Isto se consegue submetendo-os a certas purificações, destinadas a eliminar as escórias heterogéneas, causas da opacidade das estruturas protectoras do núcleo espiritual humano. Quando as mesmas se tornam cristalinas, sua perfeita transparência deixa penetrar os raios da Luz exterior, até ao centro consciente do iniciado. Todo o seu ser, então, se satura progressivamente, até chegar a converter-se num Iluminado, no sentido mais elevado da palavra, vale dizer de um Adepto, transformado já num foco irradiante de Luz.
"Consequentemente, a iniciação maçónica contempla três fases distintas, consagradas sucessivamente ao descobrimento, à assimilação e à propagação da Luz. Estas fases estão representadas pelos graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre, que correspondem a tripla missão dos maçons, que consiste em buscar primeiro, para possuir depois e, finalmente, poder difundir a Luz.
"O número destes graus é fixo: não poderia haver nem mais nem menos que três. A invenção de diversos sistemas chamados de altos graus levou a confundir os graus iniciáticos, estritamente limitados a três.
"Os graus iniciáticos correspondem ao triplo programa perseguido pela iniciação maçónica. Esotericamente, levam à solução das três questões do enigma da Esfinge: De onde viemos? Quem somos? Para onde vamos?, e com isto respondem a tudo quanto pode interessar ao homem. São imutáveis em seus caracteres fundamentais e formam em sua trindade um todo acabado, ao qual nada se pode subtrair nem agregar: os graus de Aprendiz e de Companheiro são os dois pilares que sustentam o Mestrado.
"Os estados transitórios da iniciação, permitem ao iniciado penetrar com mais ou menos profundidade no esoterismo de cada grau; dai resulta um número indefinido de maneiras distintas de se apreender os graus de Aprendiz, de Companheiro e de Mestre. Pode-se apreendê-los em seu significado exterior, isto é, pode-se entender a a letra e não a compreensão; na Maçonaria, como em todas partes, há, sob este aspecto, muitos que foram chamados e poucos eleitos, já que somente aos verdadeiros iniciados lhes é dado a conhecer o espírito íntimo dos graus iniciáticos. Nem todos chegam, por outra parte, com igual êxito; pouquíssimos apenas logram superar a ignorância esotérica, sem marchar de maneira decidida até o Conhecimento integral, até a Gnose perfeita.
"Esta última, representada na Maçonaria pela letra G da Estrela Flamígera, se aplica simultaneamente ao programa de busca intelectual e do treinamento moral dos três graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre. Com a Aprendizagem, busca-se penetrar no mistério da origem das coisas; com o Companheirismo, descobre o segredo da natureza do homem, e revela, com a Maestria, os arcanos do destino futuro dos seres. Ensina, ademais, ao Aprendiz a potenciar ao máximo suas próprias forças; mostra ao Companheiro como captar as forças do meio ambiente e ensina ao Mestre a reger soberanamente sobre a natureza obediente ao centro de sua inteligência. Não há que olvidar, de fato, que a iniciação maçónica se remonta a Grande Arte, a Arte Sacerdotal e Real dos antigos iniciados".
Sem querer entrar na complexa questão das origens históricas da Maçonaria, recordaremos tão somente que a Maçonaria moderna, tal como a conhecemos actualmente, deriva de uma fusão parcial dos Rosacruzes, que haviam conservado a doutrina gnóstica desde a idade média, com as antigas corporações de Maçons Construtores, cujas ferramentas, por demais, foram empregados como símbolos pelos filósofos herméticos, tal como pode se ver, em particular, numa figura de Basilio Valentin.
Mas, deixando por um momento de lado o ponto de vista restrito do Gnosticismo, por nossa parte faremos repetir no feito de que a iniciação maçónica, como toda iniciação, tem como fim a conquista do Conhecimento integral, que é a Gnose no verdadeiro sentido da palavra. Podemos dizer que este Conhecimento mesmo o que, falando com propriedade, constitui realmente o segredo maçónico e por esta razão o dito segredo resulta ser essencialmente incomunicável.
Para concluir e afim de evitar qualquer mal entendido, agregaremos que, para nós, a Maçonaria não pode nem deve sujeitar-se a nenhuma opinião filosófica particular, que ela não é mais espiritualista que materialista, nem tampouco mais deísta que ateia ou panteísta, no sentido que habitualmente se atribuiu estas diversas denominações, posto que ela deve ser pura e simplesmente a Maçonaria. Cada um de seus membros, ao entrar no Templo, deve despojar-se de sua personalidade profana e fazer uma abstracção de quanto seja dos princípios fundamentais da Maçonaria, princípios cujo redor de todos deveriam unir-se para trabalhar em comum na Grande Obra da Construção universal...
René Guénon
Nota: Artigo publicado na Revista "Gnose", Março 1910.
Fonte: Hermanubis
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
"Sobre o Pavimento Mosaico, imagem da Materialidade, erguem-se duas colunas do Binário distintivo. Entre ambas apresenta-se o triplo aspecto do que é: no alto, nimbado de nuvens, o Delta luminoso; no meio, o Pentagrama hominal que flameja com todas as suas energias activas; em baixo o Cubo perfeito, acabamento do ideal realizador.(...)"
Oswald Wirth
O Simbolismo Oculto da Franco-Maçonaria
Editora Zéfiro
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Ordre Kabbalistique de la Roise-Croix
Origens da ORDRE KABBALISTIQUE DE LA ROSE+CROIX
Em 1884, STANISLAS DE GUAITA (1861-1897), com a idade de 24 anos, leu o "O Vicio Supremo", escrito por Joséphin Péladan. A mística de Péladan atraiu a Guaita, que se colocou em contato com ele. Guaita não só conheceu a Joséphin, como também ao irmão maior de Joséphin, chamado Adrian Péladan, de quem Bayard disse que estava conectado com uma Ordem da Rosacruz de Toulouse, dirigida por FIRMIN BOISSIN.
Stanislas de Guaita teve como secretário OSWALD WIRTH, conhecido por publicar varias e importantes obras esotéricas. Guaita escreveu, sendo muito jovem, vários livros ocultistas: Em 1886 publicou "Ensaios das Ciências Malditas" e "No Umbral do Mistério". Em 1891 seu "Templo de Satã" e em 1897 a "Chave da Magia Negra". Ao morrer deixou uma obra inacabada "O Problema do Mal", que seria publicada recentemente em 1950 e graças as notas de seu secretario Wirth.
Em 1888 Stanislas de Guaita, com a idade de 27 anos, fundou a "Ordre Kabbalistique de la Rose+Croix", dirigida por um Conselho Supremo, composto por doze membros. Se conhece o nome de vários deles: Stanislas de Guaita, como Chefe Supremo; PAPUS (Gerard Encausse) restaurador do Martinismo; F.Barlet; Joséphin Péladan que se separaria da Ordem Kabalística em 1890 para fundar a Ordem de la Rose+Croix; o abade Alta, cujo verdadeiro nome era Mélinge, cura de Morigny, na dioceses de Versalhes, Paul Adam, Gabrol e Thoron.
Mais tarde se uniram a eles Marc Haven (doutor Lalande) (1868-1926), Paul Sédir (Yvon Le Loup), Agustín Chaboseau, Lucien Chamuel e Maurice Barrès. Se conhece que nessa Ordem se valorizavam os conhecimentos de Eliphas Lévi, Fabre d'Olivet, Hoene Wronsky, Jacob Boheme, Emmanuel Swedenborg, Martinez de Pasqually e Louis Claude de Saint Martin.
Todos os seus membros foram grandes esoteristas e místicos, que contribuíram ao conhecimento espiritual com diversas obras literárias, alem de sua participação ativa em diversas ordens e fraternidades.
Os principais nomes do Conselho Supremo da OKR+C
PAPUS:
O primeiro mentor do ocultismo contemporâneo e mais conhecido de todos. Nasceu em La Coruña em 13 de julho de 1865 e faleceu em París em 25 de outubro de 1916. Seu pai era francês e sua mãe espanhola. Se graduou em medicina em París em 1894.
Reconhece Papus haver tido vários Mestres no campo do oculto: Henry Delaage (1825-1882) no terreno do Martinismo. Papus foi iniciado uns meses antes que falecesse Delaage.; Peter Davidson (?)na tradição esotérica egípcia da misteriosa Irmandade Hermética de Luxor (H.B.L.), Saint Yves d`Alveydre (1842-1909) (que não pertenceu a nenhuma Ordem) e o Mestre Philippe de Lyon (1849-1905), quem era recebido como Mestre em todos os grupos ocultos da época, porem que não revelava haver sido iniciado em nenhum. Papus afirma que seu verdadeiro e último Mestre foi Philippe de Lyon.
Papus esteve relacionado com a Sociedade Teosófica de Blavatsky, tornando-se membro em outubro de 1887 do ramo francês (S:T: Isis) da citada sociedade. Seus primeiros escritos esotéricos se publicaram na revista Teosófica "O Loto". Foi membro co-fundador da S.T. Hermes, em París, que sucedeu a S.T.Isis. Porem de pronto abandonaria a escola oriental para dedicar-se até o fim de seus dias a escola ocidental. Em 19 de maio de 1890, enviou sua demissão ao presidente da S.T. Hermes, e este, por sua vez, mandou uma nota em 7 de julho de 1890 ao Coronel Olcott, Presidente da S.T., para que encerre a filiação de Papus à mesma.
Também foi membro desde sua criação e logo Presidente (sucedendo a Albert Faucheux) do Conselho Supremo da OKR+C. Assim mesmo foi Presidente da Sociedade Magnética da França e chegou a ser Grão Mestre de vários ritos maçônicos. Revisou o rito maçônico da Estrita Observância Templária, estruturado por Jean-Baptiste Willermoz.
Foi cirurgião-mór durante a primeira Guerra Mundial e morre em 1916 ao cair de uma escada do Hospital de la Charité de París debilitado pela tuberculose.
EMMANUEL LALANDE (MARC HAVEN):
Nasceu em 24 de dezembro de 1868 e faleceu em 31 de agosto de 1926. Um dos membros do Conselho Supremo da OKR+C foi o médico EMMANUEL LALANDE conhecido com o pseudônimo de Marc Haven. Sua filiação esotérica se explica dizendo que foi ele esposo da filha do Mestre Philippe de Lyon, de quem fora discípulo Papus. A amizade entre ambos Papus e Haven- era intensa. Marc Haven foi o padrinho do filho de Papus, Philippe Encausse, a quem Papus impusera o nome Philippe em honra a seu Mestre. Quando falece Papus em 1916, seu filho Philippe tinha apenas dez anos e Marc Haven se encarrega dele até os vinte anos. Pois Lalande falece em 1926, quando o filho de Papus já tinha vinte anos.
Sucedeu a Maurice Barrés como membro do Conselho Supremo da Ordem Martinista, na qual introduziu a mensagem esotérica do Mestre Philippe. Em 1893 foi iniciado como Doutor em Cabala por Papus e Stanislas de Guaita na OKR+C.
Marc Haven deixou varias obras esotéricas: Explicação inédita de uma prancha de Kunrath (1892); A vida e as obras do Mestre Arnoud de Villeneuve (1896) o evangelho de Cagliostro (1910); O Mestre desconhecido Cagliostro (1913), A Magia de Arbatel (póstumo,1946) e um Ritual da Maçonaria Egípcia, entre outras.
PAUL SEDIR:
Outro membro do Conselho Supremo da OKR+C foi Yvon Le Loup conhecido por seu pseudônimo de Paul Sédir. Nascido em 2 de janeiro de 1871 falecia no mesmo ano em que faleceu Marc Haven. Morre em 3 de fevereiro de 1926. Criou ao seu redor e em París um movimento cristão independente da OKR+C ao que chamou "As Amizades Espirituais".
Na França dirigiu a Loja Martinista "HERMANUBIS" dedicada a tradição oriental. Foi discípulo do Mestre Philippe. Membro do Conselho Supremo da OKR+C; membro do Conselho Supremo da Ordem Martinista. Também foi membro da H.B.L. e da F.T.L. Ditou cursos na Faculdade de Ciências Herméticas e no Grupo Independente de Estudos Esotéricos de Papus. Sem demora, em janeiro de 1909 abandonou as ordens esotéricas e se dedicou unicamente ao Cristianismo.
Publicou as seguintes obras: O faquirismo hindu e os yogas (1906); Iniciações (1908); A energia ascética (1923). Postumamente se publicaram: Mística Cristã (1927); Historia e doutrina da Rose-Croix (1932); As curas efetuadas pelo Cristo (1948); Les Rose-Croix (1953)
PAUL ADAM:
De Paul Adam (1862-1920), membro do primeiro Conselho Supremo da OKR+C, se sabe pouco. Escrivão. Um dos primeiros iniciados na Ordem Martinista e membro de seu Conselho Supremo. Foi um expert em cartomancia e uso do Tarot. Em 1886 publicou um livro de poesias em colaboração con Jean Moréas chamado Casa Miranda. Logo publicou A força (1899), O Menino de Austerlitz (1902), A Russa (1903), O sol de julho (1903) e O touro de Mitra (1907).
AGUSTIN CHABOSEAU:
Morto em 1946. Foi bibliotecário do Museu Guimet. Iniciado no Martinismo por sua tia, a Marquesa de Boisse-Mortemart, parente de Louis Claude de Saint-Martin. Integrou o Conselho Supremo em 1882 e participou na reorganização martinista de 1931 como soberano Grão Mestre da mesma. Também foi membro da Hermetic Brotherhood of Luxor.
CHAMUEL:
Seu nome real era Lucien Mauchel e seu pseudônimo foi Lucien Chamuel. Se conhece pouco sobre ele. Até 1887 foi membro del Conselho Supremo da Ordem Martinista. Colaborou com escritos para a revista Le Iniciación de París. Editor, dono da Livraria do Maravilhoso onde se reuniam os ocultistas da época. Ativo propagador do Martinismo, fundou Lojas e Grupos de Estudo.
MAURICE BARRES:
Se sabe pouco. Nasceu em 1862 e faleceu em 1923. Intimo amigo do marquês María Victor Stanislas de Guaita. Integrou o Conselho Supremo da Ordem Martinista. Escreveu Amori et dolori sacrum (1902).
Em um número de L`Initiation de 1889- citado por Bayard- se fala desta organização: "O signo distintivo dos membros do Conselho Supremo é a letra hebraica Aleph. Alem deste grau superior, existem outros dois aos quais se ascende por iniciação. Cada novo membro presta juramento de obediência às diretivas do comitê diretor. Porem pode abandonar a sociedade quando quiser, sob a única condição de guardar secretas as ordens ou os ensinamentos recebidos. A cabala e o ocultismo são ensinados".
A OKR+C confere graus de universidade livre. Outorga também alguns títulos de Doutor. O primeiro exame está sancionado pelo título de Bacharel em Cabala, o segundo pelo de Licenciado em Cabala. Finalmente, um terceiro exame, que comporta a apresentação e defesa de uma tese com discussão sobre todos os pontos da Tradição, confere o Doutorado.
O primeiro exame se baseava:
1. Sobre a historia geral da tradição ocidental, particularmente sobre a Rosa+Cruz.
2. Sobre o conhecimento das letras hebraicas, de sua forma, de seu nome e de seu simbolismo.
O segundo exame tratava de:
1. A historia geral da tradição religiosa no transcurso dos tempos, insistindo particularmente sobre a unidade do dogma através da multiplicidade dos símbolos.
2. O conhecimento das palavras hebraicas quanto a sua constituição.
Esta parte do exame era oral e os candidatos deviam passar também por um exame escrito baseado numa questão filosófica, moral ou mística.
Em 1939, Vítor Blanchard deu uma patente a H. Spencer Lewis. Desde 1939 Até 2 de janeiro de 1946, esta Ordem foi presidida por Agustín Chaboseau, ao qual sucedeu Georges Lagrèze, que morreu subitamente em 27 de abril de 1946 em Angers. Robert Ambelain foi seu sucessor até a sua morte.
TRADICÃO DA OKR+C
Os dados abaixo estão sujeitos a confirmação e não se pode afirmar a exatidão dos mesmos:
uma Linha TRADICIONAL
1-CONDE STANISLAS DE GUAITA, desde 1888 até 1897
2-Desde 1897 até (?)-ALBERT FAUCHEAUX (BARLET)
3-Desde (?) até 1916: PAPUS
4-Desde 1916 até 1918: CHARLES DETRE (TEDER)
5-Desde 1918 até 1936: LUCIEN MAUCHEL (CHAMUEL)
6-Desde 1936 até 1939: VICTOR BLANCHARD
7-Desde 1939 até janeiro de 1946: AGUSTIN CHABOSEAU
8-Desde (?) até (?): GEORGES LAGREZE
9-Desde (?) até 1992 (?) : ROBERT AMBELAIN
10-Desde 1992: GERARD KLOPPEL
outra Linha TRADICIONAL
1-CONDE STANISLAS DE GUAITA, até 1897
2-Desde 1897 até (?)-ALBERT FAUCHEAUX
3-Desde (?) até 1916: PAPUS
4-Desde 1916 até 1918: CHARLES DETRE (TEDER)
Após a morte do Grão Mestre Charles Detré houve um cisma resultante da controvérsia sobre requisitos maçônicos de afiliação 5-Desde (?) até (?): JEAN BRICAUD
6-Desde (?) até (?): CONSTANT CHEVILLON
7-Desde (?) até 1960: CHARLES HENRY DUPONT
8-Desde 1960 até 1984 (?): PHILIPPE ENCAUSSE
9-Desde 1984 (?) até 1992 (?): ROBERT AMBELAIN
10-Desde 1992: GERARD KLOPPEL
Pelo exposto, parecia que as duas linhagens originais que se haviam separado, e voltaram a unificar-se sob a mestria de Robert Ambelain.
(Artigo publicado no Boletim SCA, Vol.I, Edição V Agosto 2010)
domingo, 11 de julho de 2010
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